THE POWER OF THE GODS
“Toda história tem um fim, mas seria esta o fim de tudo?”
mortific 1:3
O reino de Dnuorg era invejado por sua prosperidade, conseguindo crescer de forma significativa seu território nas últimas décadas. Era um reino com um forte exército, mas o sábio rei Alucard preferia crescer através de acordos do que com a guerra. O povo de seu reino era pacífico, porém era exigido de seus soldados um treinamento angustiante que fazia uma grande parcela desistir da vida de protetor do reino para se dedicar ao comércio. Este assunto sempre foi alvo de conversas nas tavernas, ninguém entendia a razão de um reino tão pacífico precisar de soldados tão severamente treinados.
O rei Alucard estava sentado no seu trono, refletindo com seu conselheiro real sobre seu último acordo com o reino do leste quando fora interrompido de forma abrupta.
- Majestade, desculpe-me interrompê-lo, mas seu mensageiro chegou e diz ter algo urgente a comunicar. Neste momento ele está o segurado à força para impedir que ele invada este recinto. – Disse o guarda real.
O mensageiro já trabalhava ao rei por anos, Alucard sempre o considerou uma pessoa calma e estranhou seu comportamento.
- Deixe-o entrar. – Disse Alucard.
O conselheiro fez cara de quem não gostou de ter sua reunião interrompida por um mero mensageiro. O guarda fez nova reverência ao rei e saiu. Não demorou muito para que ele voltasse segurando o mensageiro pelo braço.
- Aqui está ele majestade. – Disse o guarda.
- Solte-o. – Disse Alucard e logo sua ordem foi obedecida. – Fale e reze para que eu considere sua informação importante o suficiente para me interromper desta forma. – Disse o rei ao mensageiro.
O mensageiro gargalhou com um louco, era visível que estava completamente transtornado.
- Importante?! Meu rei, o senhor considera importante a visita do Diabo?! Pois ele chegou! Eu vi! Hordas de demônios já tomaram conta de Brekkan e agora invadem Kassen! Eles vão invadir tudo! Vão matar todos! Todos vamos morrer! – O mensageiro teve mais um ataque de riso e voltou a gargalhar, mas continuou. – Esse reino! Esse mundo! Tudo vai acabar! Demônios, senhor! Os demônios chegaram! – Mais uma vez voltou a gargalhar, mas desta vez acabou por fim vomitando e desmaiando no próprio vômito.
- Levem-no daqui e saiam. – Ordenou o rei.
O guarda retirou o mensageiro do local conforme o rei ordenou. Seu conselheiro real fitou-o nos olhos e viu que a ordem também era dirigida a ele, que a contragosto fez uma reverência e retirou-se. Sentado em seu trono o rei fechou os olhos, inspirou o ar de forma prolongada e lenta, em seguida expirou como se precisasse destes segundos para se acalmar.
- Meu Deus, começou. Dá-me forças para realizar minha missão. – Ao terminar de proferir estas palavras, abriu os olhos e levantou-se. O tempo deixara de ser seu aliado.